domingo, 12 de abril de 2009

“É que ela tem seios bonitos”



Às vezes tenho a impressão de que inevitavelmente coloco as coisas a perder. Preciso aprender a deixar essas pequenas lembranças chatas morrerem e usar as boas memórias. Não sei o que aconteceu nesse feriado, mas não foi bom. Tiveram coisas (muito) boas, mas em geral, foi distante.

Isso é para aprender a não ficar criando expectativas exacerbadas. E eu penso que o último retorno antes desse foi bem melhor. E eu pensando em casamento na igreja, imagine. E que existirão outros retornos melhores e piores e que, por isso, um feriado ruim faz parte e não muda a visão do trajeto como um todo. É só um pedregulho.

Ás vezes é difícil, mas a gente precisa se controlar para não achar que é o início do fim e começar a ficar neurótica com o perfeccionismo. Porque eu, de fora, lendo tudo isso acho um exagero de emoções.

Apenas devo e vou deixar morrer as coisas ruins e esperar que a próxima oportunidade seja melhor. Afinal, a gente ta falando de um final de semana. Imagine se fosse de uma vida inteira.

Só para finalizar a sessão no divã: a verdade é que odeio mais do que tudo a generalização atrelada aos homens:
- todos iguais;
- não conseguem ver um rabo de saia;
- não prestam;
- não ficam longe por muito tempo sem chifrar;

E, apesar de ter tido uma prova ou duas da concretização da profecia, continuo a lutar contra esse raciocínio e dizer que o MEU homem não é assim. Mas incomoda muito. Por que? A gente não quer perder o nosso troninho, não quer se sentir ameaçada e trocada por outra. Não quer ser menos amada. Isso nem agora nem durante a vida inteira, que falta muito para acabar. Ok, dá pra ver nesse último raciocínio que o problema sou eu. Que não deveríamos depender do troninho e nem do amor dele, certo? Está aí o feedback, por mais cruel, triste, solitário que seja: você tem que matar o Buda dentro de você, para não depender dele amanhã.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Não há mais metafísica no mundo senão chocolates

Pronto! Esse é o primeiro passo. Aquele que estava ensaiando fazia tempo.

Todo blog deve ter um propósito, você deve estar pensando, meu leitor imaginário. Acontece que o meu propósito esqueceu de ter um propósito e, por mais egocêntrico que possa ser, eu vou escrever sobre eu. De qualquer modo, não tenho propriedade para escrever sobre nenhuma outra coisa, exceto sobre a minha pessoa, e talvez nem isso.

A idéia é simples: a minha mente é um emaranhado de idéias, sombras, misturas, confusão, muita informação. Ela é extensa e veloz. Tão veloz que o meu pobre corpo demasiado humano não consegue acompanhar. E infelizmente enquanto estou desatando um nó, minha mente já viajou na velocidade da luz e eu (sempre) perco o fio da meada.

Alguns lutam, outros cantam, outros transformam oxigênio em gás carbônico, eu escrevo. Aliás, como eu disse, esse é o primeiro passo. Um projeto piloto de desembaralhar mentes.

Nunca terei tempo para escrever, deveria estar lendo um livro, o jornal, o livro de marketing e de economia, mas não. Estou escrevendo em um maldito blog. Tudo isso porque estou chegando à conclusão que se eu não me entender, vai ser difícil entender todo o resto.

Que mais? A lição de casa é: temer a quem realmente tem que ser temido.